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02 JUL 2026
AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO
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Cesta básica tem maior alta mensal desde fevereiro e já acumula cinco meses consecutivos de aumento no Vale do Paraíba
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O custo da cesta básica familiar no Vale do Paraíba voltou a subir em junho e registrou a maior alta mensal desde fevereiro de 2025. É o que revela a pesquisa do Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais (NUPES), da Universidade de Taubaté (UNITAU), divulgada nesta semana.

Na comparação com maio, o valor médio da cesta aumentou 1,85%, passando de R$ 2.936,31 para R$ 2.990,52. O acréscimo foi de R$ 54,21 no orçamento das famílias da região.

O levantamento é realizado mensalmente desde 1996 e acompanha a variação dos preços de uma cesta composta por 44 itens de alimentação, higiene pessoal e limpeza doméstica, considerando o consumo de uma família de cinco pessoas. A pesquisa é feita em 16 supermercados de Taubaté, São José dos Campos, Caçapava e Campos do Jordão, com coleta de preços quinzenal.

Alimentação puxa aumento

Segundo o NUPES, a alta foi impulsionada principalmente pelos alimentos, grupo que representa 90,34% do custo total da cesta. A combinação entre fatores climáticos, redução da oferta e efeitos sazonais comprometeu o abastecimento de diversos produtos, pressionando os preços ao consumidor.

Campos do Jordão tem a cesta mais cara

Entre os municípios pesquisados, Campos do Jordão segue com a cesta básica mais cara da região, custando R$ 3.193,38. Já Taubaté apresentou o menor valor, de R$ 2.912,67. A diferença entre as duas cidades é de R$ 280,71, o equivalente a 9,64%.

De acordo com o estudo, o maior custo em Campos do Jordão está relacionado à dinâmica do turismo e às características geográficas da Serra da Mantiqueira, que impactam a logística e o abastecimento. Em Taubaté, por outro lado, a infraestrutura de transporte e a maior concorrência entre estabelecimentos ajudam a manter os preços mais baixos.

Peso maior no orçamento das famílias

O aumento da cesta básica também elevou o comprometimento da renda familiar. Em junho, o percentual da renda destinado à compra desses produtos passou de 36,23% para 36,90%.

Como não houve reajuste do salário mínimo no período, o crescimento desse indicador foi provocado exclusivamente pela elevação dos preços da cesta, reduzindo a parcela da renda disponível para despesas como saúde, educação, transporte e lazer.

Produtos que mais subiram

Os maiores aumentos registrados em junho foram:

  • Mamão formosa: +18,19%;

  • Abobrinha: +13,32%;

  • Feijão carioquinha: +9,26%;

  • Alho: +9,03%;

  • Banana nanica: +8,07%.

Segundo o NUPES, a entressafra, a menor oferta e as condições climáticas explicam boa parte dessas altas.

Em contrapartida, alguns produtos ficaram mais baratos no período, ajudando a amenizar parcialmente o impacto no orçamento das famílias. As principais quedas foram registradas no tomate (-5,67%), açúcar refinado (-5,08%), carne de alcatra bovina (-4,87%), bisteca suína (-4,04%) e óleo de soja (-3,63%).

Cinco meses seguidos de alta

No acumulado dos últimos 12 meses, o custo médio da cesta básica no Vale do Paraíba aumentou 3,77%, o que representa um acréscimo de R$ 108,72.

Além disso, junho marcou o quinto mês consecutivo de alta da cesta básica, reforçando a tendência de pressão sobre os preços dos alimentos e o aumento do custo de vida na região.

O relatório completo da pesquisa está disponível no link divulgado pelo NUPES.

Fonte: https://unitau.me/3RaKLbb
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