Estudantes e docentes da Universidade de Taubaté (UNITAU) integram mais uma edição do Projeto Rondon, reconhecido como uma das maiores ações de extensão universitária do Brasil, coordenada pelo Ministério da Defesa. Ao longo de duas semanas, a equipe desenvolve atividades diretamente com a população de Barbosa Ferraz, no Paraná, colocando o conhecimento acadêmico a serviço das necessidades concretas da comunidade.
A atuação contempla múltiplas áreas do saber, com propostas voltadas à transformação social e ao intercâmbio de experiências. As ações se concentram em eixos como Saúde, Educação, Direitos Humanos e Cidadania, além de Cultura e Meio Ambiente, por meio de oficinas, rodas de conversa e iniciativas práticas que estimulam o bem-estar coletivo, a formação cidadã e o respeito às tradições locais.
Para a estudante Gabriella Machado dos Santos, do 7º semestre de Pedagogia, a participação no projeto representa um marco em sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Projeto Rondon tem contribuído muito para a minha formação. Conhecer realidades diferentes e observar outras formas de pensar e fazer educação amplia meu repertório e me permite articular, na prática, o que aprendo na universidade”, relata.
Ela também ressalta o impacto da vivência fora da sala de aula em sua forma de enxergar o mundo. “Essa experiência tem me feito refletir mais antes de tomar decisões, mesmo as mais simples. Foi marcante perceber como a educação é valorizada em Barbosa Ferraz. Professores, estudantes e a comunidade caminham juntos, respeitando a história da cidade e preservando suas tradições para o futuro”, completa.
A coordenação da equipe da UNITAU ficou sob responsabilidade do professor mestre André Petris Gollner e da professora doutora Luciana de Oliveira Rocha Magalhães, que destacaram a intensidade e o significado da missão. “Conduzir a equipe no Projeto Rondon tem sido uma das experiências mais desafiadoras e profundas da minha vida. Há o cansaço e a saudade de casa, mas também um forte sentimento de propósito e de compromisso coletivo”, afirmam.
De acordo com o professor André Petris Gollner, a estrutura oferecida pelo projeto foi essencial para o bom andamento das atividades. “O acompanhamento constante da coordenação geral, formada em sua maioria por oficiais das Forças Armadas, com orientações diárias, escuta ativa e suporte logístico, garantiu condições para cuidarmos do aspecto humano do grupo. Orientar rondonistas é encontrar equilíbrio entre planejamento e acolhimento, disciplina e sensibilidade”, explica.
Ao término da operação, a sensação é de aprendizado compartilhado entre universidade e comunidade. “Mais do que transmitir conhecimentos, todos nós retornamos transformados. Em Barbosa Ferraz ficam amigos e memórias que levarei para sempre. Volto para Taubaté carregando um pouco do afeto e da generosidade do povo do noroeste do Paraná”, conclui o professor.
A presença da UNITAU no Projeto Rondon reafirma o compromisso da instituição com a extensão universitária, fortalecendo a formação cidadã, o aprendizado interdisciplinar e a integração entre universidade e sociedade, ao mesmo tempo em que contribui para o desenvolvimento social em diferentes regiões do país.









